O nosso projecto divide-se em duas grandes temáticas; as ondas rádio e a energia solar. Com a primeira, pretendemos aprofundar os nossos conhecimentos acerca das telecomunicações do mundo actual que dão uso às ondas rádio. Com a segunda, é nossa intenção a divulgação e sensibilização da comunidade escolar para a importancia das energias renováveis no futuro do Homem, com especial destaque da energia solar.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Ondas Rádio



As ondas de rádio, também designadas por ondas de radiofrequência, consistem em ondas electromagnéticas com um grande comprimento de onda e baixa frequência.

Na parte do espectro de radiofrequência encontram-se incluídas: as microondas usadas quer em telecomunicações quer para cozinhar; as ondas de ultra-alta frequência (UHF) e as de alta frequência (VHF) usadas na televisão e nas comunicações de rádio FM (modulação de frequência) e as ondas curtas, médias e longas usadas nas comunicações de rádio AM (modulação de amplitude).

Para transmitirem informação, as ondas de rádio têm de ser moduladas e são recebidas por um receptor de rádio. Este tipo de ondas é gerado por electrões em oscilação nos fios metálicos ou válvulas de transmissão, o que acontece por exemplo nas antenas que emitem as ondas no ar.
Por outro lado, as estrelas emitem ondas de rádio que podem ser detectadas e estudadas através de radiotelescópios.

As ondas celestes são reflectidas pela ionosfera e permitem que sejam feitas transmissões a longa distância. A ionização dos átomos e moléculas na ionosfera é provocada em larga escala pela radiação ultravioleta e raios X provenientes do Sol e, por isso, as condições diferem entre a noite e o dia. A ionização na região inferior da ionosfera diminui à noite com a falta da luz solar e os iões e electrões tendem a recombinar-se. Contudo, na região superior, menos densa, há menor número de colisões entre os iões e os electrões, e, por isso, à noite há menos recombinações. Deste modo, a região superior da ionosfera é mais eficaz à noite.

As ondas de UHF e VHF usadas em difusão de televisão penetram na ionosfera com pequena reflexão. No entanto, a difusão de televisão só pode ser realizada para muito longas distâncias por meio de satélites artificiais.

Energia Solar, Futuro


Portugal é um dos países da Europa com maior disponibilidade de radiação solar. Uma forma de dar ideia desse facto é em termos do número médio anual de horas de Sol, que varia entre 2.200 e 3.000 para Portugal e, por exemplo, para Alemanha varia entre 1.200 e 1.700 h.

Contudo, este recurso tem sido mal aproveitado para usos tipicamente energéticos. Basta verificar alguns dos números relativos à difusão dos colectores solares térmicos na Europa, não só na Orla Mediterrânea como em países como a Alemanha é a Áustria, para compreender que algo deveria ser feito em Portugal para a promoção da energia solar.


Assim sendo o cenário futuro para a energia solar mostra-se com algumas mudanças a médio prazo. O recente Programa E4 (Eficiência Energética e Energias Endógenas, Resolução do Concelho de Ministros n.º 157/2001 de 27 de Setembro), prevê uma série de acções e incentivos com vista ao desenvolvimento da energia solar.

Aqui podemos ver as vantagens e as desvantagens da utilização desta forma de energia:

Vantagens



  • A energia solar não polui durante seu uso. A poluição decorrente da fabricação dos equipamentos necessários para a construção dos painéis solares é totalmente controlável utilizando as formas de controles existentes atualmente.


  • As centrais necessitam de manutenção mínima.


  • Os painéis solares são a cada dia mais potentes ao mesmo tempo que seu custo vem decaindo. Isso torna cada vez mais a energia solar uma solução economicamente viável.


  • A energia solar é excelente em lugares remotos ou de difícil acesso, pois sua instalação em pequena escala não obriga a enormes investimentos em linhas de transmissão.


  • Em países tropicais, como o Brasil, a utilização da energia solar é viável em praticamente todo o território, e, em locais longe dos centros de produção energética, sua utilização ajuda a diminuir a demanda energética nestes e consequentemente a perda de energia que ocorreria na transmissão.

Desvantagens




  • Existe variação nas quantidades produzidas de acordo com a situação climatérica (chuvas, neve), além de que durante a noite não existe produção alguma, o que obriga a que existam meios de armazenamento da energia produzida durante o dia em locais onde os painéis solares não estejam ligados à rede de transmissão de energia.


  • Locais em latitudes médias e altas (Ex: Finlândia, Islândia, Nova Zelândia e Sul da Argentina e Chile) sofrem quedas bruscas de produção durante os meses de inverno devido à menor disponibilidade diária de energia solar. Locais com frequente cobertura de nuvens (Curitiba, Londres), tendem a ter variações diárias de produção de acordo com o grau de nebulosidade.


  • As formas de armazenamento da energia solar são pouco eficientes quando comparadas por exemplo aos combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás), a energia hidroelétrica (água) e a biomassa (bagaço da cana ou bagaço da laranja)